Não fazes ideia
Oh tu que não fazes ideia, sinto a tua
falta...
Sinto falta da sensação de que tudo estava
bem, desde que fosse contigo.
Detesto a inveja, mas é o que sinto dos que te
têm para si, dos que podem partilhar memórias contigo como as que para mim
ficaram no passado.
Ainda sonho contigo, é verdade, e cada um
desses sonhos felizes é uma tortura ao acordar. Preferia simplesmente dormir
para sempre.
Oh tu que não fazes ideia do pleno absoluto
que sinto ao teu lado e do buraco negro que se forma à minha volta sem ti.
Ao teu lado descobri a perfeição da
imperfeição, deste-me tudo sem dar nada.
A tua amizade era tudo o que ainda queria.
Desejo reencontrar-me ao teu lado.
Desejo fazer-te sorrir.
Desejo-te.
Os dias passam e cada vez fazem menos sentido,
mas a segurança que me davas é maior que a tristeza que me dás a cada segundo
que passa... e aumenta... e não pára... esta tristeza profunda e sem fim, que
desenha o teu ser no sol e na lua.
Estou em pedaços... pedaços espalhados por
cada lágrima que a tua falta faz soltar, pedaços tão pequenos que nem tu os
poderias voltar a juntar, mas ainda assim quero-te de volta, quero o teu abraço
e talvez assim não precise mais desses pedaços perdidos.
Oh tu que não fazes ideia do bem e do mal que
me causas, ambos tão igualmente expressivos que me confundo.
Não sei se te ame se te odeie, contudo não me
cabe a mim escolher, simplesmente o é.
Oh tu que me roubaste o coração e o guadaste
para ti, devolve-mo de uma vez... e volta com ele.


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