o sentimento que sempre regressa sem nunca ter partido
constante azul emoção
é o que penso disto tudo e em relação
ao passado que passa por quem
não sabe nem nunca soube bem
como iria desaparecer
o tempo que se aproxima de ser
e o momento por que espero
o tal que deitei ao chão
e pela minha própria mão
existiu... mas cedo partiu
pisaste-o! andando sem cuidado
tal e qual este fado
resta-me pensar apenas
tão vazia de palavras
que não conseguia expressar
o sentimento que foi ao ar
como um tiro ignorado
cheio de um nada que se lê
árvore de ramos vazios se vê
e desta forma não lembrava
mas havia algo que faltava
deixo-o ir... corrente, leva-o, vai!
uma folha nasce e voa, encontrou-a...
e o sentimento volta, mas em vez de calma, queima
quem me dera saber
só queria voltar a ter
praga que não posso atacar
necessidade dessa luz e do turbilhão do mar
quem soubera do direito o desconforto
só queria ter nascido torto
e depois nunca seria
pois então já era
oh se soubera!


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