se a minha capa não me define como pessoa, posso mudar?

é difícil ter auto-confiança no mundo do síndrome do impostor... é difícil gostarmos de nós mesmos no mundo dos defeitos infinitos e supostas formas de os corrigir, mudar, esconder... mas nem tudo está à vista, somos um pouco mais do que a pele que nos impede de ser só invisíveis, o cérebro, esse é o que realmente comanda e guia o nosso pedaço genético de ossos e carne, mais mal ou bem amanhado... ele sim, tão infinitamente interessante, tão detalhadamente único, tão vasto e tão contido... pensar que a possibilidade de acreditarmos em nós próprios, depende do número de roupa que vestimos ou do creme facial que usamos é quase tão ridículo quanto um urso pardo descolorar o pelo para tentar ser um urso polar, mas só no inverno porque é mais tendência... as diferenças são mínimas ao lado de tudo o resto, o que nos une.. a união, tão superiormente básica e tão cientificamente mágica... contraditório, pois é tão factual como utópica... o nosso estilo visual só pode ser igual a bem-estar e auto-cuidado, ou não de todo... sê do contra e gosta de ti, por amor, gosta de ti e sê rebelde, faz o que sentes e sente o que fazes, sê feliz, sê livre, sê tu... e sim, vai ser ainda mais difícil do que se diz, o acreditares em ti, algo tão mínimo e indispensável, não será sempre, nem todos os dias, nem todas as horas, e está tudo bem, podes perdoar-te...

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